A cena registrada recentemente pelo Canal Rural voltou a chamar atenção do setor: caminhões carregados com soja formaram filas de até sete quilômetros no acesso ao Porto de Miritituba, no Pará. Em plena safra, motoristas relataram espera de vários dias — e em alguns casos até uma semana — para descarregar.
O episódio não é isolado. Ele evidencia uma fragilidade histórica da logística brasileira: a concentração da colheita em um curto período, a forte dependência do transporte rodoviário e a insuficiência estrutural para absorver picos de produção. Quando a safra entra no corredor de exportação, o sistema opera no limite — e o custo dessa pressão recai diretamente sobre o produtor.
Margem comprimida em plena colheita
Durante o pico da safra, o frete sobe. A disputa por caminhões aumenta. Os prazos se estendem. O produtor precisa decidir rapidamente: vender e escoar ou correr o risco de enfrentar congestionamentos logísticos. Essa situação geralmente acarreta em perda no processo de negociação, pois o produtor fica pressionado e por muitas vezes cede para não perder a produção.
Além do custo do transporte elevado, existe um fator técnico determinante: a qualidade do grão. Caso a soja seja embarcada com umidade ligeiramente acima do ideal — situação comum quando a colheita precisa avançar — a permanência prolongada no caminhão pode comprometer o padrão comercial, gerar descontos e até perdas.
E o problema se agrava porque o Brasil ainda enfrenta um déficit estrutural de armazenagem.
Um país que produz mais do que armazena
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a capacidade estática de armazenagem no país permanece abaixo do volume total produzido. Em regiões como o Centro-Oeste, o desequilíbrio entre produção e capacidade instalada é significativo.
Estudos técnicos da Embrapa apontam que as perdas pós-colheita podem variar entre 5% e 10%, considerando falhas em secagem, armazenagem e transporte. Em um cenário de produção recorde, esse percentual representa impacto financeiro relevante.
Quando não há estrutura suficiente na propriedade, o produtor fica pressionado a escoar rapidamente, muitas vezes abrindo mão do melhor momento de venda e assumindo riscos logísticos que fogem ao seu controle.
A armazenagem como estratégia de autonomia
Diante desse cenário, cresce entre produtores a percepção de que armazenar dentro da propriedade não é apenas uma decisão operacional: é uma estratégia de proteção de margem.
Diversos produtores já deram esse passo e relatam ganhos significativos em autonomia e rentabilidade. (No vídeo abaixo, é possível acompanhar um desses exemplos na prática.)
Ao investir em sistemas próprios de armazenagem e secagem, o produtor passa a ter:
- Poder de escolha sobre quando vender.
- Maior controle sobre sua produção e logística.
- Redução de perdas e da mistura de grãos no transporte.
- Menos frete pago no pico da safra.
- Menos tempo parado com caminhões.
- Aeração 100% eficiente, com fundo metálico que garante uniformidade na conservação.
Mais do que evitar filas em estradas, trata-se de decidir o momento da comercialização com base em estratégia — e não em urgência logística.
Uma decisão que começa dentro da porteira
O gargalo logístico visto em Miritituba é apenas um retrato de um sistema pressionado por safras cada vez maiores. A produção brasileira continuará crescendo. A infraestrutura externa, no entanto, não avança na mesma velocidade.
Diante disso, a pergunta que fica é simples:
Você quer continuar refém do frete alto e das filas em porto ou prefere armazenar o seu grão com segurança, dentro da sua propriedade, e decidir o momento certo de vender?
A decisão estratégica começa agora e começa dentro da sua porteira.
Projetos sob medida para cada realidade produtiva
É nesse contexto que empresas especializadas em soluções personalizadas ganham relevância. A Perozin Indústria Metalúrgica tem atuado justamente nesse ponto estratégico: desenvolver sistemas de armazenagem dimensionados conforme a necessidade real de cada produtor.
A proposta não é entregar estruturas padronizadas ou “empurrar” soluções prontas. Cada projeto é pensado de forma personalizada, considerando volume produzido, logística da propriedade, metas de expansão e realidade financeira.
No vídeo: Sr. Edson Gremski de Palmeira/PR. Produtores rurais que buscaram a Perozin Indústria Metalúrgica para a realização de um grande projeto abrangendo a secagem, armazenagem e limpeza de grãos.
Essa abordagem permite que o produtor evolua em etapas, conforme o crescimento da produção, sem comprometer fluxo de caixa e mantendo foco em retorno sobre o investimento. endo seu projeto de silo de armazenagem e secagem, o produtor escolhe para quem, como, por quanto e quando vai vender o seu grão.
Mais do que fornecer equipamentos, a Perozin se posiciona como parceira ideal de negócios — participando do planejamento, da execução e do crescimento da estrutura produtiva.
No vídeo: Sr Laercio Dalla Vecchia de Mangueirinha/PR, um agricultor com grandes sonhos que vêm sendo realizados com a nossa experiência.
Se você quer entender qual é o projeto ideal para a sua realidade produtiva, entre em contato e agende uma conversa com um de nossos consultores.

